segunda-feira, 29 de julho de 2019

Minha trajetória na inclusão

Meu trabalho diário é com os alunos de inclusão, os ditos neuro atípicos.
Sou desafiada todo o dia, tentando melhorar o dia dos mesmos na escola.Sabemos que é um trabalho de formiguinha, mas quando vejo o brilho no olhar dos mesmos por aprenderem algo, me sinto feliz.
Se todos olhassem para estes alunos com um olhar diferenciado sem preconceito, talvez conseguíssemos a inclusão de fato.
Amo estes alunos, e aprendo mais com eles do que ensino.

Preconceito Racial

O que é Preconceito racial:

Preconceito racial é toda e qualquer forma de expressão que discrimina uma etnia ou cultura por considerá-la inferior ou menos capaz.
Também designado de racismo ou preconceito de raça, o preconceito racial já existe na humanidade há muitos anos não só no Brasil, mas no mundo todo.
É importante referir que o próprio conceito de raça é uma construção social usada para definir o que na verdade é uma etnia. As chamadas raças humanas não existemcomo entidades biológicas.

Segundo Sérgio Pena, médico geneticista brasileiro, “...cada brasileiro tem uma proporção individual única de ancestralidade ameríndia, europeia e africana”. Portanto, não se pode afirmar que um indivíduo seja da raça x ou y com base na cor de sua pele.
Apesar de a maioria das pessoas só considerar a etnia negra quando o assunto é preconceito e racismo, atualmente esse problema moral e social também é sofrido por outras etnias.
Não é novidade, por exemplo, pessoas brancas que praticam alguma atividade ou que têm algum hábito originado na cultura negra serem ostracizadas ou julgadas como incorretas por estarem fazendo coisas que, segundo os racistas, “não são para brancos.”
Também é considerado preconceito racial o ato de atribuir determinados gostos ou capacidades a um indivíduo com a justificativa única de que tal é uma característica da etnia à qual esse indivíduo pertence.
É o chamado preconceito não intencional, onde embora possa não haver a intenção de discriminar, há a propagação de uma ideia de esteriótipo racial.

História do preconceito racial no Brasil

A história do racismo no Brasil teve início com a colonização portuguesa. Os primeiros a sofrerem preconceito por conta de sua etnia foram os índios nativos que habitavam as terras brasileiras aquando da chegada dos portugueses.
Esses índios, também utilizados como escravos, foram considerados inferiores e inclusive incapazes de desempenhar certas tarefas braçais das quais os portugueses necessitavam para cuidar, por exemplo, das lavouras de café e dos engenhos de açúcar. Foi então que em meados do século XVI, os colonizadores decidiram buscar negros africanos, considerados fisicamente mais fortes. Deu-se então o início ao tráfico de mão de obra.
Ao chegarem ao Brasil, os negros africanos tornaram-se escravos e propriedade dos colonizadores portugueses. A sociedade da época ficou dividida em duas partes: de um lado brancos e livres e de outros negros escravizados e sem qualquer tipo de direito.
Começaram então a aparecer as primeiras demonstrações de preconceito racial. Os negros foram impedidos de frequentar certos locais onde só era admitida a presença de pessoas que comprovassem a chamada pureza de raça, ou seja, que fossem 100% brancos.
Em 13 de maio de 1888, deu-se a abolição dos escravos, o que teoricamente os deixaria livres e em condições de viverem livres, mas no entanto, não foi assim que aconteceu.
Acostumados a viver dependentes de seus colonizadores, os então ex-escravos viram-se perdidos em uma sociedade para a qual eles não estavam preparados. Não tinham onde viver e nem mesmo como se sustentar. Muitos escravos preferiram, inclusive, continuar trabalhando para seus antigos donos em troca de habitação e comida.
Sem ter para onde ir, os escravos que não voltaram para seus donos começaram a povoar os subúrbios das cidades e formaram-se os então chamados bairros africanos, precursores das favelas. Essa população viveu sempre marginalizada, nos subúrbios e sem as mesmas condições de vida que as pessoas que viviam em regiões mais centrais.
Desde então, a população das favelas é formada por uma maioria negra ou afro-descendente e carenciada.

O período de escravidão deixou mazelas que ainda são notórias hoje em dia. O preconceito sofrido pelos morados das favelas, por exemplo, tem teores sociais, mas sobretudo raciais.

Corporeidade

Corporeidade ou Mente corpórea é um termo da filosofia para designar a maneira pela qual o cérebro reconhece e utiliza o corpo como instrumento relacional com o mundo.
Desde que nascemos somos corporeidade. Mente e corpo estão interligados diretamente com o mundo a sua volta. 

Avaliação

Avaliação é o processo que revela como e o que o aluno aprendeu, como ele mudou seu jeito de pensar, alcançando as expectativas previamente traçadas. No Brasil, geralmente os educadores lançam mão de provas. Mas é possível avaliar o aluno em situações de trabalho em grupo, exposições orais, produções de texto e outras.
Nos anos iniciais até o terceiro ano muitas escolas utilizam os pareceres descritivos para avaliar o aluno.
No quarto ano se iniciam as notas, onde fica bem complexo a avaliação.
Nas minhas avaliações com turmas de 4 e 5 anos  sempre avaliava caderno , participação, visando valorizar o aluno por completo, não só na prova

A importância dos Projetos

Na escola onde trabalho visando a importância da leitura, foi feito um projeto do qual todos os professores acharem importante o aluno virar leitor e interpretar o que lê, todo dia em determinado horário a escola inteira para e todos fazem a leitura de um livro, cada turma tem sua caixa de livros , pois se o mesmo não terminar o livro , continua a ler no outro dia e assim por diante.
Ainda não sabemos se realmente os alunos terão o hábito pela leitura, mas o Projeto é muito importante para conseguir este objetivo.


Estágios de Piaget


Meu filho Pedro Henrique está no estágio sensorio-motor, tem 1 ano e 8 meses, tudo que Piaget fala sobre este estágio meu filho passou ou está passando, curiosidade, colocar tudo na boca, seu desenvolvimento corporal e cognitivo a mil.
Falando de mãe pra mãe, uma fase difícil, não dá pra piscar o olho, e cuidado com o silêncio se o bebê não estiver dormindo, pois a curiosidade é constante.

Qual professor você é?

Esta frase é bem impactante, me pergunto, estamos criando modo das crianças descobrir sozinhas ou queremos respostas prontas?