segunda-feira, 29 de julho de 2019

Estágios de Piaget


Meu filho Pedro Henrique está no estágio sensorio-motor, tem 1 ano e 8 meses, tudo que Piaget fala sobre este estágio meu filho passou ou está passando, curiosidade, colocar tudo na boca, seu desenvolvimento corporal e cognitivo a mil.
Falando de mãe pra mãe, uma fase difícil, não dá pra piscar o olho, e cuidado com o silêncio se o bebê não estiver dormindo, pois a curiosidade é constante.

Qual professor você é?

Esta frase é bem impactante, me pergunto, estamos criando modo das crianças descobrir sozinhas ou queremos respostas prontas?

Nuvem de palavras

Muito legal fazer com os alunos, inicia com uma palavra chave e uma vai interligando a outra, mais divertido aprender.



Planejameto Pedagógico

O que é o planejamento pedagógico?

O planejamento pedagógico, como o próprio nome já indica, é uma maneira de organizar as atividades e os conteúdos que serão trabalhados na escola durante o ano letivo. Esse documento esboçará as intenções da escola, explicitando os objetivos que cada professor ou turma espera atingir ao final das aulas.
Antecipar as situações e atividades durante o ano contribui para a melhoria dos processos de ensino e aprendizagem e, ainda, evita que a equipe da escola seja pega de surpresa por alguns problemas.
Em poucas palavras, o planejamento pedagógico significa conhecer as necessidades e a realidade da instituição, estabelecer objetivos e metas, destinar recursos materiais e financeiros e gerir pessoas e tempo. Dessa forma, é possível antecipar obstáculos e antever ações, a fim de colaborar com o desenvolvimento educacional dos alunos.
Além de questões que podem parecer burocráticas a princípio — como definição de turmas, distribuição dos conteúdos pela grade de horários e elaboração do calendário escolar —, o planejamento é fundamental para a compreensão de como a instituição pode cumprir sua missão diante dos seus projetos e obstáculos particulares.
No planejamento pedagógico, é essencial analisar dois aspectos da realidade escolar:
  • realidade interna: reflete o número de docentes, a infraestrutura, as dificuldades enfrentadas pela gestão, os objetivos pedagógicos a serem atingidos, entre outros pontos relevantes;
  • realidade externa: o relacionamento da escola com a família dos estudantes e com a comunidade na qual está inserida, o cumprimento com as exigências do Governo e do mercado, etc.
Essas são duas realidades que merecem grande atenção. Caso a realidade interna não seja analisada de maneira eficiente, é bem provável que a escola não caminhe para um objetivo maior.
Por isso, é preciso definir todos os aspectos apontados a partir de ambas as realidades. Essa ação ajudará gestores e professores a compreenderem a situação de modo mais apurado possível.
Algumas ferramentas importantes para esse fim são: pesquisas, coletas de depoimentos da comunidade escolar e análise de satisfação. Ou seja, tudo que vai mostrar os acertos e os equívocos da instituição no ano anterior, para que, assim, ela possa planejar um caminho mais certeiro no ano letivo seguinte.

Como seria um bom planejamento pedagógico?

Antes de começar os dias letivos, os docentes se reúnem para confrontar as intenções da instituição escolar com a sua realidade. A partir disso, elaboram um plano de ação que realmente combine duas condições: o que se deseja fazer e o que pode ser feito. Assim, é possível que a escola se aproxime da sua missão sem deixar de analisar o contexto no qual está inserida.
De maneira mais ampla, a construção desse documento precisa contemplar:
  • regras de uso dos espaços da escola (bibliotecas, pátio, quadras, etc);
  • calendário geral da escola;
  • projetos interdisciplinares;
  • reuniões de pais e professores;
  • avaliações;
  • formação continuada.
Um bom planejamento deve descrever claramente quais são os propósitos da escola para a formação integral do aluno. Dessa forma, os professores poderão sistematizar suas aulas em consonância com os objetivos a serem atingidos por aquela unidade escolar.

Qual a importância do planejamento pedagógico?

Após entender um pouco sobre o que é o planejamento pedagógico, é interessante reconhecer a importância de construir um planejamento organizado, que tenha uma intencionalidade pedagógica condizente com o projeto político pedagógico (PPP). Tal planejamento trará clareza para educadores e pais sobre a intenção pedagógica da instituição escolar.
Além disso, o planejamento auxilia na organização de disciplinas, datas comemorativas, formação continuada, reuniões, entre outras rotinas, já que ele vai detalhar passo a passo todas as atividades e ações que devem ser tomadas. Vejamos a seguir por que ele é tão importante!

Auxilia os professores

Além de auxiliar os educadores na condução de aulas mais eficientes e dinâmicas, o planejamento pedagógico proporciona a troca de experiências e de ideias entre os professores e coordenadores pedagógicos. Ainda, busca a construção da unidade escolar, na qual todos os professores estejam trabalhando em prol dos mesmos objetivos.
Problemas e obstáculos sobre o planejamento anterior são reportados no encontro de toda a equipe escolar, chamando atenção para possíveis mudanças no próximo ano. Ademais, esse planejamento permite que soluções encontradas por cada um nos desafios sejam trocadas e discutidas.
Dessa maneira, os envolvidos poderão contribuir para que o ano letivo seja repleto de resultados satisfatórios, fazendo com que todos possam aprender uns com os outros. A intenção é que a escola construa propostas mais eficientes para cumprir sua missão pedagógica.

Transforma conceitos em realidade

O planejamento pedagógico não se trata apenas de um documento ou requisito inteiramente burocrático. Ele representa uma diretriz que oferece a oportunidade de levar a escola a repensar o seu papel, bem como a sua intencionalidade pedagógica.
Por meio dessa organização, cada educador consegue direcionar o seu trabalho para o objetivo que toda escola tem em comum. É uma ferramenta que auxilia os professores a concretizar seu trabalho na prática docente, ou seja, no cotidiano escolar.

Faz uma revisão e avaliação do que foi feito antes

Outro ponto relevante do planejamento é que ele pede da equipe pedagógica uma revisão das ações e dos resultados do passado: refletir com criticidade o trabalho pedagógico é uma das funções do planejamento. Um bom exemplo é analisar o modelo de avaliação aplicado no ano anterior e verificar o que deu certo e, se necessário, corrigir falhas.
Consequentemente, a cada novo planejamento, a equipe tem a possibilidade de analisar e refletir criticamente o trabalho pedagógico que a escola está desenvolvendo. Logo, novas estratégias poderão ser pensadas para que a escola continue avançando de maneira constante, atentando às novas demandas que possam aparecer dentro ou fora da instituição.

Concilia interesses da comunidade

O planejamento acaba por englobar todas as partes da instituição de ensino, tanto internas quanto externas (docentes, discentes, funcionários, governo, família e toda a comunidade).
É indispensável que a comunidade participe efetivamente das decisões do planejamento: para que seja, de fato, um instrumento de melhoria na educação dos alunos, ele precisa ser pensado coletivamente, com compromisso e responsabilidade, a partir de um processo de mobilização que envolve elaboração, acompanhamento, avaliação e reelaboração.
Uma das mais importantes tarefas da equipe gestora é encontrar pontos de partida para atingir um nível esperado de mobilização, pois muitas lideranças vão emergir durante o processo, provocando novas adesões.
Sendo assim, além de abrir espaço para que os membros da equipe de coordenação pedagógica e docentes troquem experiências, o planejamento possibilita que o conselho familiar e a comunidade tenham oportunidade de contribuir para a instituição. Essa atitude de conciliar interesses de todos os participantes torna a escola mais consciente das demandas externas e mais democrática.
Como mencionamos no início do post, o planejamento pedagógico tem como finalidade traçar metas para serem cumpridas durante o ano letivo, a fim de que a instituição escolar se oriente da melhor forma possível.
Então, para que ele seja produtivo e eficaz, é fundamental que apresente objetividade, ordem sequencial, flexibilidade e coerência, cabendo ao educador, em conjunto com os demais membros da escola, adaptar o planejamento pedagógico quando necessário, com o intuito de assegurar uma das funções primordiais do documento: a de guiar as práticas dos professores em sala de aula.
Blog Inteligência e Educação Sócio Emocional 

Fordismo e Taylorismo

O que é Fordismo?

Fordismo é uma metodologia científica idealizada pelo empresário Henry Ford (1863 a 1947), caracterizada pela produção em massa que revolucionou a indústria automobilística em 1914, quando foi criada a primeira linha de montagem automatizada. Ford criou o mercado de massa para automóveis. Os veículos eram montados em uma esteira que se movimentava em quando o funcionário ficava parado aguardando o veículo se aproximar para realizar etapa por etapa da produção.
E isso não exigia quase nenhuma qualificação do operário. Uma outra característica da metodologia de Ford, era que o trabalho era entregue diretamente ao operário, não sendo necessário movimentos inúteis. Porém o Fordismo só ganhou forças mesmo na década de 1950 e 1960, entretanto em 1970 a metodologia entra em declínio por causa da General Motors, que flexibiliza sua produção e seu modelo de gestão, lança diversos modelos de veículos e adota um modelo de gestão profissionalizado e ultrapassa Ford (a maior montadora de veículos do mundo).
Ainda na década de 1970 após o choque do petróleo e a entrada de competidores japoneses no mercado automobilístico, o fordismo perde forças e é gradativamente substituído pelo sistema Toyota de produção. Foi graças ao taylorismo-fordismo que o automóvel se tornou um produto de consumo em massa, se popularizou, e devido aos salários elevados e facilidade de crédito ao alcance da classe média, muitas pessoas conseguiram adquirir seu próprio veículo, o célebre modelo T, lançado em 1908 pela Ford Motor Company.

O que é Taylorismo?

Taylorismo é derivação do nome do pai da Administração Científica, o engenheiro e também economista Frederick W. Taylor (1856 – 1915). Por introduzir a utilização de métodos científicos cartesianos na administração das empresas. Seus estudos buscaram alcançar a eficiência e eficácia do processo industrial.
O controle flexível e mecanicista elevou fortemente a produção das indústrias, mas em contrapartida gerou muitas demissões e insatisfação por parte dos operários que se sentiram prejudicados com a nova metodologia. Taylor acreditava que oferecendo instruções sistemáticas aos trabalhadores, aumentaria a produção e a qualidade dos produtos e serviços, também acreditava que qualquer trabalho necessitava de um estudo preliminar que determine uma metodologia própria, capaz de gerar o máximo desenvolvimento e capacitação dos colaboradores. Taylor defendia a coparticipação entre capital e trabalho, na busca por menores custos, salários mais altos e o aumento da produtividade.
Através do controle das atividades e de normas procedimentais, considerava que os trabalhos deveriam ser executados de acordo com uma sequência e tempo pré-programados. Para o Taylor o bom funcionário é aquele que não discute ordens e faz o que lhe mandam fazer, sem questionar e sem se impor. Simplesmente assim, a gerência planeja e os operários realizam as tarefas que lhe são determinadas. As ideias de Taylor inspiraram um modelo de produção industrial que viria revolucionar as industrias no século XX.

As Similaridades

  • Maximização da produção e elevação do lucro;
  • Minimização de espaço, tempo e custo de produção;
  • Aproveitamento total dos operários, considerando o homem como uma máquina que deve trabalhar interruptamente.

As Diferenças

O fordismo defende:
  • Quanto maior os salários dos trabalhadores, maior será nível de produção;
  • A divisão do trabalho e a especialização dos trabalhadores;
  • A produção em massa, ou seja, produzir mais com menor custo possível;
  • O estudo dos tempos de tarefa e movimentos dos trabalhadores;
  • O desenho de cargos e hierarquias e fragmentação das tarefas.
O Taylorismo defende:
  • Eliminar os desperdícios e perdas sofridas pelas indústrias;
  • Elevar os níveis de produção por meio da aplicação de métodos e técnicas de engenharia industrial;
  • A redução da complexidade do trabalho;
  • A racionalização do trabalho;
  • A produtividade no trabalho;
  • O foco da atividade centrado no cliente-consumidor.
Referências: Conceito em gestão 

Criaticidade

Criatividade e curiosidade - como estimular os alunos

Desenvolver o potencial criativo dos alunos é um grande desafio para os educadores, que são os responsáveis por estimular e facilitar a criatividade em sala de aula.

Criatividade e curiosidade - como estimular os alunos - Artigos CPT
Como a maioria das práticas pedagógicas implantadas nas escolas são padronizadas, seguindo procedimentos e cartilhas, desenvolver o potencial criativo dos alunos tornou-se um grande desafio para os educadores, que são os responsáveis por estimular e facilitar a criatividade em sala de aula. Estimular a criatividade, portanto, é um dos eixos norteadores do ensino e da aprendizagem. 

Segundo Elaine Battestin, Professora do Curso CPT Metodologia de Projetos - Maior Eficiência no Ensino, “O desafio está em adquirir recursos e criar estratégias e atividades que alimentem o universo simbólico dos alunos. Para isso, os professores devem focar a construção do aprendizado com base em três grandes premissas: a capacidade do conhecimento de mundo, o desenvolvimento de interações práticas (trocas de experiências) e vivência da inteligência da criança”. 

A partir disso, será possível obter um leque de opções para que os alunos busquem por informações, com mais entusiasmo, pois faz parte de sua natureza descobrir, aprender e passar seus conhecimentos para os que interagem com eles. Vale, por exemplo, articular a vivência prática:

- Levar os alunos a manifestações culturais, como exposições ou atividades de arte e expressão.
- Visitar museus.
- Ir a um parque para observar a natureza.
- Desenvolver atividades corporais etc.

A sala de aula é um ambiente em que o aluno tem a oportunidade de estar em contato com conteúdos diversos, e explorar esses assuntos fora da sala de aula permite que eles aprendam com a prática, com as experiências adquiridas no mundo em que vivem. Isso deixa claro que o papel do professor não se restringe apenas em apresentar um universo desconhecido aos estudantes; afinal, ele deve ensinar mais do que as matérias e assuntos abordados em livros de matemática, português, geografia etc. Ou seja, deve haver espaço para o estímulo de outras habilidades, como a criatividade e a curiosidade. Confira, a seguir, dicas para incentivar essas habilidades na sala de aula:

- Estimule o desenvolvimento de ideias
Desenvolver o potencial criativo dos alunos tornou-se um grande desafio para os educadores - Artigos CPT
O professor deve criar estratégias e atividades que alimentem o universo simbólico dos alunos.
Assim como toda competência, existem pessoas com maior e menor facilidade para a criatividade, mas, ainda assim, todos podem aperfeiçoá-la. Dessa forma, estimule comportamentos que envolvam grandes ideias vinculadas às sociedades (por exemplo, um novo estilo literário ou reivindicações de movimentos sociais) e, ou, formas de resolver problemas rotineiros.

- Crie um ambiente propício para a expressão da criatividade
A sala de aula é um ambiente em que o aluno tem a oportunidade de estar em contato com conteúdos diversos - Artigos CPT
Faça da sala de aula um ambiente em que os alunos estejam dispostos a ouvir o outro e apoiá-lo, onde a criatividade possa ser compartilhada livremente.
A receptividade das ideias é muito importante em uma comunidade. Dessa forma, faça da sala de aula um ambiente em que os alunos estejam dispostos a ouvir o outro e apoiá-lo, onde a criatividade do indivíduo possa ser compartilhada livremente, sem que haja deboche ou menosprezo pelo que foi dito e, sobretudo, pelo aluno que se manifestou. Isso trará maior segurança e conforto para que os alunos exponham seus pensamentos.

- Incentive a curiosidade
Os professores devem descobrir quais são as principais fontes de inspiração de seus alunos - Artigos CPT
Uma maneira de estimular o pensamento criativo é descobrir quais são os interesses dos alunos.
Uma maneira de estimular o pensamento criativo é descobrir quais são os interesses dos alunos, pois essas são as principais fontes de inspiração deles. Encoraje-os a se informar melhor e cada vez mais sobre os temas de interesse, de forma a instigar a curiosidade. Além disso, permita que os alunos tenham um espaço para fazer perguntas e refletirem/discutirem com os colegas sobre esses assuntos e suas implicações.
- Pense no mercado de trabalho
Os professores devem educar seus alunos já pensando em prepará-los para o mercado de trabalho - Artigos CPT
O mercado de trabalho busca por profissionais inovadores e criativos.
Na maioria das empresas, os gestores buscam por profissionais que detenham as habilidades necessárias para a execução de determinadas tarefas, como também aqueles que sejam inovadores e criativos, para propor novos projetos e soluções. 

Pense nisto: 

Estimulando a criatividade dos alunos, o professor ajuda a prepará-los para o mercado de trabalho, ou seja, um ensinamento. 
 site www.cpt.com.br.

Pai da Didática

Comênio
Quando se fala de uma escola em que as crianças são respeitadas como seres humanos dotados de inteligência, aptidões, sentimentos e limites, logo pensamos em concepções modernas de ensino. Também acreditamos que o direito de todas as pessoas - absolutamente todas - à educação é um princípio que só surgiu há algumas dezenas de anos. De fato, essas idéias se consagraram apenas no século 20, e assim mesmo não em todos os lugares do mundo. Mas elas já eram defendidas em pleno século 17 por Comênio (1592-1670), o pensador tcheco que é considerado o primeiro grande nome da moderna história da educação.
A obra mais importante de Comênio, Didactica Magna, marca o início da sistematização da pedagogia e da didática no Ocidente. 
Referência: Nova Escola