sábado, 9 de fevereiro de 2019

Eja em Canoas

EJA em Canoas
Atualmente, a EJA de Canoas possui 2.268 alunos matriculados nos turnos noturno e diurno, divididos em 70 turmas, em 20 escolas. O diferencial de Canoas é a EJA Cidadã, que propõe o ensino unidocência, ou seja, com um único professor para todas as disciplinas. Hoje, há 32 turmas atendidas nesse formato e a experiência tem mostrado que o vínculo mais forte entre a turma e o professor contribui para reduzir os índices de evasão escolar. A iniciativa de Canoas já foi apresentada em diversos fóruns de educação como modelo de sucesso a ser seguido.

Dialogicidade de Paulo Freire

“O diálogo é este encontro dos homens, imediatizados pelo mundo, para
pronunciá-lo, não se esgotando, portanto, na relação eu-tu. Esta é a razão
por que não é possível o diálogo entre os que querem a pronúncia do mundo
e os que não querem; entre os que negam aos demais o direito de dizer a
palavra e os que se acham negados deste direito” (Freire, 2005, p. 91).

Tragédias 2019

“Tragédia pouca é bobagem. Depois de Brumadinho e das chuvas no Rio, agora esse incêndio no CT do Flamengo, com 10 vítimas, meninos que sonhavam em serem jogadores de futebol. O ano de 2019 começou com uma energia negativa muito forte no Brasil.”
Tudo se repete, chamamos de tragédias, mas me pergunto, elas poderiam ser evitadas? Até quando vamos perder vidas com tragédias que foram por negligência.
Brasil tem que acordar e fazer justiça!!!!

Aposentadoria

Será que conseguiremos nos aposentar? Voltaremos a ser escravos?

Edgar Morin

...compreender não só aos outros como a si mesmo, a necessidade de se auto-examinar, de analisar a autojustificação, pois o mundo está cada vez mais devastado pela incompreensão, que é o câncer do relacionamento entre seres humanos.
Edgar Morin

Censo demográfico racial no Brasil


População chega a 205,5 milhões, com menos brancos e mais pardos e pretos

Entre 2012 e 2016, enquanto a população brasileira cresceu 3,4%, chegando a 205,5 milhões, o número dos que se declaravam brancos teve uma redução de 1,8%, totalizando 90,9 milhões. Já o número de pardos autodeclarados cresceu 6,6% e o de pretos, 14,9%, chegando a 95,9 milhões e 16,8 milhões, respectivamente. É o que mostram os dados sobre moradores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016, divulgados hoje pelo IBGE.
Nas pesquisas domiciliares do IBGE, a cor dos moradores é definida por autodeclaração, ou seja, o próprio entrevistado escolhe uma das cinco opções do questionário: branco, pardo, preto, amarelo ou indígena.


A pesquisa mostra que, entre 2012 e 2016, a participação percentual dos brancos na população do país caiu de 46,6% para 44,2%, enquanto a participação dos pardos aumentou de 45,3% para 46,7% e a dos pretos, de 7,4% para 8,2%.
Há marcantes diferenças regionais na distribuição da população por cor ou raça, o que pode ser explicado pelo processo de ocupação do território. No Sul, , 76,8% da população se declarou branca, 18,7% parda e apenas 3,8% preta. Por outro lado, na região Norte, 72,3% da população se declarou parda, 19,5% branca e 7,0% preta.
A gerente da pesquisa, Maria Lucia Vieira, ressaltou que a redução dos brancos e aumento de pretos e pardos na população é uma tendência verificada ao longo do tempo. “Até o Censo Demográfico 2010, os brancos representavam mais da metade da população e naquele ano, pretos e pardos ultrapassaram”, afirmou.
Segundo a pesquisadora isso decorre de dois fatores principais: “Há a tendência da miscigenação, ou seja, que a população se misture e o grupo pardo cresça. E, no caso do aumento da autodeclaração de pretos, tem um fator a mais: o reconhecimento da população negra em relação à própria cor, que faz mais pessoas se identificarem como pretas”.
Texto: Adriana Saraiva
Foto: Tânia Rêgo - Agência Brasileira

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Questões éticos raciais no Brasil

Relações étnico-raciais - O papel da UNESCO para a superação da discriminação racial no Brasil


© UNESCO
A sociedade brasileira é constituída por diferentes grupos étnico-raciais que a caracterizam, em termos culturais, como uma das mais ricas do mundo. Entretanto, sua história é marcada por desigualdades e discriminações, especificamente contra negros e indígenas, impedindo, desta forma, seu pleno desenvolvimento econômico, político e social.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), desde sua fundação, declara que elucidar a contribuição dos diversos povos para a construção da civilização, seria um meio de favorecer a compreensão sobre a origem dos conflitos, do preconceito, da discriminação e da segregação raciais que assolam o mundo. Com essa concepção, a UNESCO no Brasil vem contribuindo com as diversas instâncias do governo, da sociedade civil organizada e da academia, na elaboração e no desenvolvimento de ações que possam respeitar as diferenças e promover a luta contra as distintas formas de discriminação, entre elas, a étnico-racial.
A atuação, em diferentes frentes áreas e temáticas, possibilitam que a UNESCO, ao longo de sua história, acumule sólida experiência. A abordagem transversal e as ações intersetoriais, têm sido priorizadas como um método rico e eficaz para o reconhecimento da diversidade étnico-racial e cultural que constitui a sociedade brasileira e também, para  a consolidação de um país promotor de igualdade de direitos.  
Ações importantes em prol das relações étnico-raciais:
Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas: promove a importância da interseção das histórias brasileira e africana.
Coleção História Geral da África em Português: pretende disseminar uma nova visão sobre o continente africanos para os brasileiros a fim de mostrar à sociedade que a história da África não está confinada ao tráfico de escravos e à pobreza.
Projeto Ensinar Respeito por Todos: uma parceria entre a UNESCO/Paris, e os governos do Brasil e dos Estados Unidos. Ele visa desenhar um modelo de estrutura curricular para lutar contra o racismo e promover a tolerância, que possa ser usado pelos países e adaptado às suas realidades locais.
Programa Rota do Escravo: consiste num instrumento para a conscientização da sociedade brasileira sobre a importância desse patrimônio histórico, facilitando assim sua integração no desenvolvimento da identidade nacional.

Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial


© UNESCO/Dom João
A Resolução 2142 (XXI) da Assembleia Geral das Nações Unidas, aprovada em 26 de outubro de 1966, proclamou o dia 21 de março como o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, a ser celebrado anualmente. Nesse dia, em 1960, a polícia matou 69 pessoas durante uma manifestação pacífica contra a “lei do passe”, que fazia parte do regime do apartheid, em Sarpeville, África do Sul. Ao proclamar o Dia, em 1966, para simbolizar a luta pelo fim do apartheid na África do Sul, a Assembleia Geral convocou a comunidade internacional para redobrar seus esforços para eliminar todas as formas de discriminação racial. 
Ao longo dos anos, a UNESCO tem celebrado o Dia Internacional ao organizar eventos e campanhas em sua sede e em suas representações, assim como ao cooperar com as cidades-membros da Coalizão Internacional de Cidades Inclusivas e Sustentáveis (International Coalition of Inclusive and Sustainable Cities – ICCAR), anteriormente chamada de Coalizão Internacional de Cidades contra o Racismo, a Discriminação e a Xenofobia.
www.unesco.org