sábado, 9 de fevereiro de 2019

Edgar Morin

...compreender não só aos outros como a si mesmo, a necessidade de se auto-examinar, de analisar a autojustificação, pois o mundo está cada vez mais devastado pela incompreensão, que é o câncer do relacionamento entre seres humanos.
Edgar Morin

Censo demográfico racial no Brasil


População chega a 205,5 milhões, com menos brancos e mais pardos e pretos

Entre 2012 e 2016, enquanto a população brasileira cresceu 3,4%, chegando a 205,5 milhões, o número dos que se declaravam brancos teve uma redução de 1,8%, totalizando 90,9 milhões. Já o número de pardos autodeclarados cresceu 6,6% e o de pretos, 14,9%, chegando a 95,9 milhões e 16,8 milhões, respectivamente. É o que mostram os dados sobre moradores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016, divulgados hoje pelo IBGE.
Nas pesquisas domiciliares do IBGE, a cor dos moradores é definida por autodeclaração, ou seja, o próprio entrevistado escolhe uma das cinco opções do questionário: branco, pardo, preto, amarelo ou indígena.


A pesquisa mostra que, entre 2012 e 2016, a participação percentual dos brancos na população do país caiu de 46,6% para 44,2%, enquanto a participação dos pardos aumentou de 45,3% para 46,7% e a dos pretos, de 7,4% para 8,2%.
Há marcantes diferenças regionais na distribuição da população por cor ou raça, o que pode ser explicado pelo processo de ocupação do território. No Sul, , 76,8% da população se declarou branca, 18,7% parda e apenas 3,8% preta. Por outro lado, na região Norte, 72,3% da população se declarou parda, 19,5% branca e 7,0% preta.
A gerente da pesquisa, Maria Lucia Vieira, ressaltou que a redução dos brancos e aumento de pretos e pardos na população é uma tendência verificada ao longo do tempo. “Até o Censo Demográfico 2010, os brancos representavam mais da metade da população e naquele ano, pretos e pardos ultrapassaram”, afirmou.
Segundo a pesquisadora isso decorre de dois fatores principais: “Há a tendência da miscigenação, ou seja, que a população se misture e o grupo pardo cresça. E, no caso do aumento da autodeclaração de pretos, tem um fator a mais: o reconhecimento da população negra em relação à própria cor, que faz mais pessoas se identificarem como pretas”.
Texto: Adriana Saraiva
Foto: Tânia Rêgo - Agência Brasileira

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Questões éticos raciais no Brasil

Relações étnico-raciais - O papel da UNESCO para a superação da discriminação racial no Brasil


© UNESCO
A sociedade brasileira é constituída por diferentes grupos étnico-raciais que a caracterizam, em termos culturais, como uma das mais ricas do mundo. Entretanto, sua história é marcada por desigualdades e discriminações, especificamente contra negros e indígenas, impedindo, desta forma, seu pleno desenvolvimento econômico, político e social.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), desde sua fundação, declara que elucidar a contribuição dos diversos povos para a construção da civilização, seria um meio de favorecer a compreensão sobre a origem dos conflitos, do preconceito, da discriminação e da segregação raciais que assolam o mundo. Com essa concepção, a UNESCO no Brasil vem contribuindo com as diversas instâncias do governo, da sociedade civil organizada e da academia, na elaboração e no desenvolvimento de ações que possam respeitar as diferenças e promover a luta contra as distintas formas de discriminação, entre elas, a étnico-racial.
A atuação, em diferentes frentes áreas e temáticas, possibilitam que a UNESCO, ao longo de sua história, acumule sólida experiência. A abordagem transversal e as ações intersetoriais, têm sido priorizadas como um método rico e eficaz para o reconhecimento da diversidade étnico-racial e cultural que constitui a sociedade brasileira e também, para  a consolidação de um país promotor de igualdade de direitos.  
Ações importantes em prol das relações étnico-raciais:
Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas: promove a importância da interseção das histórias brasileira e africana.
Coleção História Geral da África em Português: pretende disseminar uma nova visão sobre o continente africanos para os brasileiros a fim de mostrar à sociedade que a história da África não está confinada ao tráfico de escravos e à pobreza.
Projeto Ensinar Respeito por Todos: uma parceria entre a UNESCO/Paris, e os governos do Brasil e dos Estados Unidos. Ele visa desenhar um modelo de estrutura curricular para lutar contra o racismo e promover a tolerância, que possa ser usado pelos países e adaptado às suas realidades locais.
Programa Rota do Escravo: consiste num instrumento para a conscientização da sociedade brasileira sobre a importância desse patrimônio histórico, facilitando assim sua integração no desenvolvimento da identidade nacional.

Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial


© UNESCO/Dom João
A Resolução 2142 (XXI) da Assembleia Geral das Nações Unidas, aprovada em 26 de outubro de 1966, proclamou o dia 21 de março como o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, a ser celebrado anualmente. Nesse dia, em 1960, a polícia matou 69 pessoas durante uma manifestação pacífica contra a “lei do passe”, que fazia parte do regime do apartheid, em Sarpeville, África do Sul. Ao proclamar o Dia, em 1966, para simbolizar a luta pelo fim do apartheid na África do Sul, a Assembleia Geral convocou a comunidade internacional para redobrar seus esforços para eliminar todas as formas de discriminação racial. 
Ao longo dos anos, a UNESCO tem celebrado o Dia Internacional ao organizar eventos e campanhas em sua sede e em suas representações, assim como ao cooperar com as cidades-membros da Coalizão Internacional de Cidades Inclusivas e Sustentáveis (International Coalition of Inclusive and Sustainable Cities – ICCAR), anteriormente chamada de Coalizão Internacional de Cidades contra o Racismo, a Discriminação e a Xenofobia.
www.unesco.org

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Inclusão Escolar


O que é inclusão escolar?
Inclusão escolar é acolher todas as pessoas, sem exceção, no sistema de ensino, independentemente de cor, classe social e condições físicas e psicológicas. O termo é associado mais comumente à inclusão educacional de pessoas com deficiência física e mental.
Recusar-se a ensinar crianças e jovens com necessidades educacionais especiais (NEE) é crime: todas as instituições devem oferecer atendimento especializado, chamado de Educação Especial. No entanto, o termo não deve ser confundido com escolarização especial, que atende os portadores de deficiência em uma sala de aula ou escola separada, apenas formadas de crianças com NEE. Isso também é ilegal.
O artigo 208 da Constituição brasileira especifica que é dever do Estado garantir "atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino", condição que também consta no artigo 54 do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
A legislação também obriga as escolas a terem professores de ensino regular preparados para ajudar alunos com necessidades especiais a se integrarem nas classes comuns. Ou seja, uma criança portadora de deficiência não deve ter de procurar uma escola especializada. Ela tem direito a cursar instituições comuns, e é dever dos professores elaborar e aplicar atividades que levem em conta as necessidades específicas dela.
No caso da alfabetização para cegos, por exemplo, o aluno tem direito a usar materiais adaptados ao letramento especial, como livros didáticos transcritos em braille para escrever durante as aulas. De acordo com o decreto 6.571, de 17 de setembro de 2008, o Estado deve oferecer apoio técnico e financeiro para que o atendimento especializado esteja presente em toda a rede pública de ensino. Mas o gestor da escola e as Secretarias de Educação e administração é que precisam requerer os recursos para isso.
Às vezes o atendimento escolar especial (AEE) deve ser feito com um profissional auxiliar, em caso de paralisia cerebral, por exemplo. Esse profissional auxilia na execução das atividades, na alimentação e na higiene pessoal. O professor e o responsável pelo AEE devem coordenar o trabalho e planejar as atividades. O auxiliar não foge do tema da aula, que é comum a todos os alunos, mas o adapta da melhor forma possível para que o aluno consiga acompanhar o resto da classe.
Mas a preparação da escola não deve ser apenas dentro da sala de aula: alunos com deficiência física necessitam de espaços modificados, como rampas, elevadores (se necessário), corrimões e banheiros adaptados. Engrossadores de lápis, apoio para braços, tesouras especiais e quadros magnéticos são algumas tecnologias assistivas que podem ajudar o desempenho das crianças e jovens com dificuldades motoras.

Bibliografia: Portal da Educação

Preconceito

PRECONCEITO SEM CONCEITO.

Sou negro, sou nordestino
dizem que sou diferente
sou mais um deficiente
que não tem cabelo fino
sou mulato, sou albino
sou Francisco e sou João
eu sou Índio, sou anão
sou assim, esse é meu jeito
e as pedras do preconceito
não servem na construção.

Sou do sul, sou do sudeste
sou do centro, sou do norte
sou mais um caboclo forte
sou vaqueiro do nordeste
sou filho do pai celeste
sou de qualquer região
sem mudar o meu conceito
e as pedras do preconceito
não servem na construção.

Sou mais um ser dessa vida
como qualquer outro ser
mas não consigo entender
gente de mente atrevida
bate na mesma ferida
e fere sem pedir perdão
aqui bate um coração
e sua cor não tem defeito
e as pedras do preconceito
não servem na construção.

Guibson Medeiros

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Produção de texto

Na interdisciplina do seminário integrador sobre produção de texto fizemos atividades bem interessantes, que nos mostrou que podemos elaborar textos de forma mais fácil, aplicando algumas técnicas.
A elaboração de um texto de forma geral não é fácil, ter propriedade do que vai escrever não perdendo a coerência.
Podemos estimular os alunos a escreverem um texto, através de técnicas.
A apreciação pela leitura e um vocabulário extenso são muito importantes na construção de um texto de qualidade.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Preconceito

Na primeira aula do sexto semestre na interdisciplina de Questões Étnicos Raciais Sociologia e História falamos sobre todos os tipos de preconceitos, sobre escritores que fazem parte desta discriminação.
Vivemos num país de diversidade, brancos , negros, índios, pardos, amarelos, mesmo assim com muitos preconceitos , de cor , de sexo , situação financeira e etc...
Em geral no mundo o preconceito é forte, mesmo com tantas etnias, separar pessoas por cor, sexo, opção sexual infelizmente faz parte de nós,  que no meu ponto de vista sempre discriminatória.
Todos somos iguais , seres humanos , ninguém é melhor ou pior por ser diferente.